terça-feira, 23 de novembro de 2010

Tá na hora de tirar a barba?

Disfarçada de rotina, a inércia torna a vida um saco. Vai se apoderando da energia, do bom humor, das cores. Tudo parece acinzentado, sem graça. Eu tenho um defeito, além de vários outros, preciso de desafios, conquistas, derrotas. Preciso me sentir vivo e agente transformador do meu dia-a-dia. É minha forma de combater a inércia.

Tem fase que é complicada. Tudo cansa. Só pode significar que é preciso mudar. E nada como começar uma mudança por uma pequena atitude, como tirar a barba, por exemplo. Esta que foi deixada crescer em outro momento de mudança e, diga-se de passagem, o maior e mais transformador na minha vida.

Nova fase? Que fase? Já não passei por todas? Quase todas, menos a próxima. Resposta eterna.
E qual a próxima? Sei não. Só sei que o começo dela está sendo inquietante. Tenho fritado o cérebro pra entender o que está por vir e como agir.

Que tal uma nova tatuagem e uma viagem de descanso e reflexão? Bom começo, depois de tirar a barba.
Que tal um novo projeto em uma área diferente? Interessante, mas depois de tirar a barba.

Sente que está na hora de mudar algo? Dar uma nova guinada na vida? Drible o medo de ousar, de se decepcionar com alguém, de amar e não ser correspondido, de perder ou errar. Ter medo é bom, significa que estamos vivos e queremos assim permanecer. Tenha medo de um dia não sentir medo.

Sem dúvida alguma estes momentos de mudança só vem quando estamos preparados para tal empreitada. Prepare a mente e o espírito. Precisa se sentir seguro pra tomar qualquer posição.

Parafraseando a música do Jota Quest, vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, o dia em que seremos melhores, no amor, na dor, em tudo. Dias que não deixaremos para trás, porque deixamos eles chegarem.

sábado, 13 de novembro de 2010

Por que e quando terceirizar a gestão de serviços que não são atividade-fim da empresa?

A terceirização da execução de serviços é uma prática bastante antiga, são terceirizados desde o transporte, segurança, vendas, recrutamento, manutenção, até a própria produção da empresa. Darei foco a terceirização da "gestão" de alguns serviços, aqueles que não são considerados estratégicos para a empresa. Claro, existe variação de empresa para empresa, mas em geral são os serviços de telecomunicações, suporte de informática, outsourcing de impressão, gerenciamento de frotas, comunicação, enfim, são muitas as possibilidades.

Terceirizar é contratar uma empresa para executar atividades que não fazem parte da atividade-fim da empresa. Até aí, ok. Conceito antigo e bastante difundido. E a gestão? Quem vai gerir esta prestação de serviços? Essa equipe ou pessoa é a melhor para cuidar de todas estas atividades? Ela está no dia a dia do mercado para verificar as melhores prática e faz benchmark em outros segmentos, países, etc? Quanto custa este recurso (funcionário + custos que ele consome)? Este investimento no funcionário te garante um profissional especialista e diferenciado para gerir este recurso/custo?

Algumas perguntas devem ser feitas para avaliar se faz sentido terceirizar a gestão de um serviço:

- Esta atividade de gestão faz parte da atividade-fim da sua empresa?
- Os custos com este serviço tem aumentado nos últimos 2 anos e são difíceis de serem controlados/auditados?
- O suporte técnico das empresas prestadoras do serviço é ruim e você precisa criar uma estrutura interna para geri-lo?
- Existe muita reclamação interna sobre a qualidade do serviço ou dos seus gestores?
- É difícil prever mudanças, atualizações ou oportunidades de renegociações e quando devem ser feitas?
- Tem a necessidade de informações com melhor qualidade para tomada de decisões?
- Necessita utilizar os funcionários que atualmente gerem o serviço para preparar a empresa para um crescimento?
- Possuem áreas de controle que, por anos, não conseguem implementar processos eficazes e/ou eficientes?

Neste processo de terceirização da gestão dos serviços que não são atividade-fim da empresa, é muito importante que as empresas contratadas sejam verdadeiramente parceiras, que tenham comprometimento no atingimento dos objetivos de mercado da empresa contratante. Receio com a exposição de informações pode ser garantido e segurado com um termo de confidencialidade. Exija antes de contratar. Busque a melhor alternativa e delegue, os ganhos com o foco da empresa nas suas atividades-fim são consideráveis.

Temos visto uma ótima receptividade das empresas neste ponto, todas buscam reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços e a grande maioria tem problemas recorrentes, muita dificuldade na gestão/auditoria do que é pago e dizem investir muito tempo útil para resolver problemas e controlar o que não é foco da empresa.

O ganho financeiro varia de 20% a 50% de redução nos custos, sem levar em conta a melhoria da produtividade dos funcionários e ganhos de qualidade na prestação de serviços. Faça contratos baseados em success fee. Não tenho dúvidas que o resultado será atingido e sua empresa atingirá um nível de profissionalismo que não possuía anteriormente.

Proponho uma reflexão e avaliação.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pecamos ao pensar demais no curto prazo

Sabe qual o grande problema da sociedade? Pensar muito no curto prazo.

Comparações cotidianas do tipo, poxa, eu ganho menos que Fulano, eu tenho um cargo menor que o do Ciclano, o amigo do amigo tem 10x mais dinheiro hoje que eu, não deixam de ser válidas, mas, sinceramente, muda alguma coisa no seu objetivo de vida ganhar mais hoje que o Fulano? Não, né. Então, dane-se. Foque no SEU objetivo, na sua felicidade, nas coisas que acredita e persegue.
Por que correr tanto atrás de um salário maior agora, por exemplo, se você pode utilizar esta energia também para criar bases mais sustentáveis (seja no estudo, network, maturidade emocional) para em alguns anos transpor as metas que havia planejado? Por que pensar só no imediato? No salário maior agora ou na promoção imediata? Será que isso te levará ao seu objetivo maior? Aquele que você sonha? Se não, não importa. Você está fora de foco. Xis reais a mais agora não representa uma garantia de futuro de sucesso, só representa xis reais a mais agora.

Volto a um ponto que já escrevi em um texto anterior, o que você quer para o seu futuro? Não sabe? Pois deveria saber. Não tem como saber agir, sem saber o que quer, onde quer chegar, como quer estar, como sua família ou nação você gostaria que estivesse, amanhã, daqui 1 mês, daqui 1 ano, daqui 10 anos, daqui 50 anos...
Quando falo em objetivo não é só financeiro, é geral, serve para tudo, pra sua saúde, amor, objetivos sociais e coletivos.
Como disse Yves Doz (para o mundo empresarial, mas que vale para a vida), “Boa parte das empresas morre não por fazer coisas erradas, mas por fazer a coisa certa por um tempo longo demais.”
No curto prazo são as mudanças nas ações (continuidade, processos) que já fazemos e de longo prazo, nas percepções (ruptura, projetos) que devemos começar a fazer. Cada uma no seu tempo certo, mas realizar ambas.
Não sabe se casa, não sabe se separa, não começa a estudar algo que goste, não larga o que está estudando e odeia, não busca um trabalho melhor, não muda de cidade, de país, não pede perdão, não se reaproxima, não, não, não. Por que tanto medo de mudar? É claro que ninguém gosta de recomeçar, vai protelando decisões, escolhas. É muito difícil ser humilde para reconhecer que o caminho tomado está errado, não? O que vão pensar? Como serei julgado? Vai ser muito difícil o reinício, vou ter que fazer um esforço financeiro muito grande, vai ser muito tempo de aprendizado, tenho medo de que dê tudo errado, terei que abandonar a zona de conforto que me encontro... Pois é, vai.
Libertadora ou nem tanto, a mudança de um pensamento de curto prazo para longo prazo passa, sempre, por atitudes de coragem e requer principalmente que você desenvolva a resiliência. Terá que suportar o peso das suas escolhas e suas consequências. Mas fará com prazer, afinal, é para o melhor que está o fazendo.

Em tempos de eleição, este pensamento de curto prazo prevalece. A escolha que você fará nas próximas eleições vai trazer uma mudança “significativa” na sua vida nos próximos 4 anos? Vai mudar o seu destino, como falam tanto nas propagandas? Não. Por que então não pensar em uma mudança conceitual? Mudança mais radical? Já que não existe o risco de ocorrer nenhuma mudança brusca na sua vida, por que não pensar em real renovação? Hein? Não estamos preparados para pensar no longo prazo, é isso. Deveríamos ter sido estimulados desde a época de escola...

A mentalidade de longo prazo, pressupõe estabilidade, perseverança, sustentabilidade e geralmente é ecologicamente correta, pressupõe projetos grandiosos, abrangentes e de real melhoria das condições de vida, que surtirão efeitos durante muito tempo e sobre muitas pessoas. Não provocarão gerações de espertos egoístas e acumuladores compulsivos.

Bom pra refletir um pouco.

domingo, 29 de agosto de 2010

Idéias jogadas. Quando juntas, formam um estilo de vida.

. Tudo que você precisa pode estar ao seu lado e você não vê, as coisas mais simples da vida não se compram.
. Não preserve a sua alma, ela não envelhece, trate de presenteá-la com novas experiências.
. Procure enxergar mais a frente, a humanidade peca por pensar demais no curto prazo.
. Se prepare para todas as situações, você pode não ter uma segunda chance para mostrar as suas habilidades.
. Aproveite todas as oportunidades, por menores que sejam, pode ser o início de grandes negócios.
. Coloque metas na sua vida, elas nos motivam e nos mantém vivos, nos direcionam.
. A experiência só é adquirida com a prática, planeje sim, mas coloque logo em prática e ajuste na sequência.
. Se você não sabe se está tomando o caminho certo, vá devagar. Se não sabe o que está fazendo, faça devagar.
. Procure os oceanos não antes navegados, é lá que estão as oportunidades, seja o primeiro.
. Converse alguns minutos todos os dias com alguém diferente, você só poderá se julgar vivido se conhecer novas realidades.
. Dê uma chance a um novo amor, tem tanta gente no mundo, é impossível que ninguém te encante.
. Seja persistente, a maioria teria chegado ao triunfo se fosse um pouco mais além.
. Antecipe-se aos acontecimentos, melhor gastar tempo depois explicando o que não aconteceu.
. Sempre que sentir vontade, fale: Eu te amo! Se não for de verdadeiro, não banalize.
. Veja o mundo com outras perspectivas, não faça do hábito um estilo de vida.
. Inove, crie, pense, inspire-se, só vai saber se a idéia é boa quando der certo.
. Ouse, ousar é perder o equilíbrio momentamente, não ousar é perdê-lo para sempre.
. Experimente novas comidas, bebidas, lugares, não podemos saber se algo é bom ou ruim, sem que experimentemos.
. Mudar de idéia não significa que você é influenciável, melhor ser convencido do que não ter nenhuma idéia para mudar.
. Crie sua identidade, seja original, você tem sua essência e deve se orgulhar de ser único.
. Exemplos valem muito mais do que conselhos.
. Escolha um nicho e especialize-se, em vez de tentar abraçar o mundo. Seja o melhor no que faz, em vez de mais um profissional galinha (não nada direito, não voa direito, não corre direito).
. Não cobre dos outros antes que você faça a sua parte. Tudo começa por nós.
. Divirta-se, estando feliz, você fará muita gente feliz. A felicidade é contagiante.
. Tenha atitude na conquista. Homens com atitude conquistam 60% das escolhidas, 30% não são tão interessantes quanto achávamos que eram e 10% nos rejeitarão por qualquer outro motivo, menos por falta de atitude.
. Melhor ganhar um pequeno presente do que uma grande promessa.
. Não seja perfeito. Pessoas perfeitas são chatas, desinteressantes e pouco exigentes.
. Dê a sua opinião sempre, mesmo que seja só para conhecimento. Seu ponto de vista, se contrário, tem que ser exposto.
. Não venha com essa de que não pensa no futuro. Preocupe-se bastante, pois é nele que você vai viver daqui pra frente.
. Perdoe, lembre-se de que um dia também precisará de perdão.
. Não perdoe demais, perdoando demais quem falhou, fará injustiça com quem não falha.
. Beleza sempre atrai, mas não há nada mais afrodisíaco que inteligência e bom humor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Humildade e ambição

Tenho um médico, que mais que médico é um professor.  Faço visitas mensais a ele, claro, para acompanhar minha saúde, e mais, para ouvir as palavras sábias dele, que tem a sua essência muito simples, mas que tem um sucesso profissional invejável, acompanhado da felicidade de saber valorizar as conquistas e merecê-las, principalmente. Sempre que conversamos, eu saio pensando nas coisas que ele me diz. Na última conversa, ficamos quase duas horas falando sobre humildade e ambição.

Chega a um ponto da vida que a felicidade não está mais relacionada ao quanto você tem e conquistou. Você pode ter uma bela fortuna, e não ser feliz. Claro que não é regra, mas é o que temos visto cada vez com mais frequência. Os mais invejados profissionais, excelentes no que fazem,  milionários e bem sucedidos, mas sem vida, sem alegria, com problemas de saúde, psicológicos, de relacionamento. Pra que isso? Pra ter mais que o outro, mais que os amigos, mais que o vizinho? Mais que o inimigo?

E falta o que? O mistura da humildade com a ambição. Na minha opinião.
 
A humildade. A primeira e mais importante,
Humildade pra enxergar os meus defeitos, meus erros, minhas atitudes, a forma como estou sendo percebido pela empresa, pelos chefes, subordinados, esposa, filhos. Humildade para tentar entender as demandas que pareciam malucas, pedir ajuda quando via que o prazo era muito curto, humildade para chegar e falar ao chefe que não era competente para executar tal tarefa. Humildade para tratar todos, da mesma forma, a diarista, o porteiro, o diretor, o presidente da república, o Dunga. Humildade para parar, descansar, dar tempo ao corpo, dar atenção à família, aos filhos, a você mesmo. Difícil ser assim, né? Ser humilde requer mais do que força de vontade, tem muito a ver com os princípios de vida que você leva contigo. Vemos o tempo todo profissionais arrogantes, cheios de pompa, donos da verdade, e isso de certa forma, molda as nossas atitudes. Começamos a ficar desta forma, depois que vemos nossos chefes agirem, nossos familiares agirem, nossos amigos agirem, as celebridades agirem... tudo errado. Uma distorção completa dos princípios.
Humildade tem a ver com a forma que você conduz a sua vida, afinal, não viemos ao mundo somente para acumular riquezas materiais e poderes. Isso é importante, mas não é o objetivo essencial, criamos este objetivo para suprir alguma falta e o que te faz falta, não é material. Obter riqueza é ótimo, construído de forma correta, e sempre tendo em mente que a felicidade não depende dela, e que é somente um complemento. Vida simples.

E a ambição, hein? Aquela ambição boa, que te faz querer crescer, desejar alcançar algum posto de liderança, uma qualidade de vida melhor, aquele conforto extra pra família, a oportunidade de viajar e conhecer novos lugares, culturas, etc. Não a ambição de querer sempre mais e mais, sem limites, sem princípios, não se importando com obstáculos, doa a quem doer. Não.
A ambição tem que servir pra te motivar. Eu quero ser o melhor profissional deste segmento, vou me preparar para isso, vou criar a rede de relacionamentos que eu preciso, vou atender bem meus clientes, enfim, vou me diferenciar, vou inovar, vou surpreender. Fazer a diferença. Tudo no seu tempo, respeitando os limites pessoais. Se não der pra ser tão rico quanto o Eike Batista, paciência. Seja o melhor que você possa ser, contanto que seja feliz.
Ter as coisas materiais, sim, quando sentir necessidade delas na sua vida, não por ego, muito menos por vaidade.
Ter a ambição de ter as coisas mais importantes, a família, os amigos, os parceiros profissionais, os empregados, felizes, com saúde e realizando seus sonhos.

A junção da humildade com a ambição cria um profissional interessante, aquele que é popular, no sentido de ser acessível, mas ao mesmo tempo é admirado, é simples no modo de viver, mas ao mesmo tempo arrojado nas atitudes e decisões, é dedicado para ensinar os subordinados, mas ao mesmo tempo sempre tem uma idéia nova para contribuir com a empresa, trata a todos com gentileza, mas ao mesmo tempo se precisar, vai a uma reunião de diretoria e expõe as suas idéias sem medo, que trabalha com afinco e foco, mas que tem o horário certo para parar e aproveitar a vida.
Um combinação interessante. Mirando o topo sempre, mas sem esquecer dos princípios que nos dão sustentação e trazem a verdadeira felicidade.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Refletindo sobre o futuro

Há algum tempo, uns 10 anos mais ou menos, venho pensando no meu futuro, o que eu quero pra mim e o que não quero. A lista de ambos os pontos, positivos e negativos, é imensa. Não muito clara e definida, mas que dá pra dizer que tenho idéia onde e como quero estar daqui a algum tempo.
E como muda, não? A cada ano que passa incluo pontos e excluo outros. Naquela lista de ano novo, aproveito e reavalio meus planos para o futuro, 1 ano é muito pouco pra ser planejado, 1 ano apenas é consequencia. Você plantou no ano anterior, vai colher neste ano que inicia. Fato.
Quer planejar qualquer coisa, planeje a longo prazo. Comece fazendo um exercício simples: onde e como você quer estar daqui 5, 10, 25 e 50 anos? Já pensou nisso? Não? Deveria.

Agora é a hora de pensar no futuro, traçar metas pessoais. Só sonhar não adianta, tem que colocá-las no papel e a partir disso traçar um caminho. Isso mesmo, num papel em branco coloque um ponto inicial, abaixo, e a meta na diagonal, mais acima. Agora faça uma escada, com vários degraus. Terminou? Agora nomeie cada degrau com os obstáculos e etapas que terá que vencer para chegar no objetivo. Fácil, não? Óbvio que não. Primeiro você tem que saber onde quer chegar e isso é, sem dúvida alguma, o mais difícil. Faça uma escada pra cada objetivo. Chato, né? Chato é não fazer e deixar vida te levar.... deixa a vida me levar, vida leva eu... só em música, né. Assuma o controle.

E quantas vezes no meio do caminho achamos que estamos fazendo tudo errado? Eu tenho sempre estes momentos. Me cobrando principalmente das oportunidades que perdi e dos erros grosseiros que cometi. Patcha vida, como eu erro.
Muitas vezes acho que deveria relaxar um pouco no meu planejamento de vida, mas logo volto ao foco e tenho a certeza que tenho feito o melhor, pra mim. Eu sei onde quero chegar, como quero estar, o que ainda quero realizar. Falta muita coisa. Coisas até que nem sei como e quando começar, mas quero. Quero muito e muitas coisas. E poucas delas são financeiras ou relativas a posses, por incrível que pareça. Quero algum dia me orgulhar dos meus filhos, das suas atitudes, do seu caráter e educação. Quero uma mulher companheira pra vida toda, aquelas que andam ao lado, rindo e chorando juntos, parceira pra qualquer hora mesmo. Quero ter sido responsável pela evolução de algumas pessoas, aquelas que "adotamos" no decorrer da vida. Quero retribuir de todas as formas aos queridos que me tornaram o que sou, meus pais. Quero ter tantos amigos verdadeiros que precisaria fazer festas de mais de um dia pra reunir todos. Quero chegar numa idade em que deixar herança será o de menos, quero deixar para os sucessores exemplos, bons e ruins, para que escolham o seu próprio caminho. Passaria dias falando o que quero...

Não vamos deixar os outros escolherem o nosso destino. Somos livres para fazer as nossas escolhas, basta um pouco de coragem para dizer não ao que não te serve mais e ousadia para dizer sim ao que te brilha os olhos. As escolhas nem sempre tem resultados imediatos. Quem precisa de resultados imediatos, se temos a vida toda pra colher o que estamos plantando? Pense nisso.

O futuro você faz todo dia, a cada escolha, a cada renúncia, a cada atitude.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Você vive pra que? Eu vivo pra ser importante...

... pra alguém.
Devem ter achado que eu queria ser famoso, poderoso, uma celebridade, não? Então, não tenho esta pretensão. Não vou ser hipócrita de dizer que não quero ser bem sucedido, renomado ou referência em algum assunto, ou mais de um, mas quero mais, quero ter outra imagem além dessa, quero me tornar importante pra alguém.
Quero ser lembrado nos meus relacionamentos, nos meus trabalhos, nas minhas amizades, na minha família, até para o meu cachorro.
Quero que a minha ausência seja sentida, que a minha presença seja motivo de alegria.
Quero ser admirado pelas minhas atitudes, pela minha forma de agir e principalmente pela atenção que dei, valores que transmiti e pelos erros que cometi e não devem ser repetidos.

Acho mais que obrigação a um líder (líderes estão em todos os níveis hierárquicos das empresas e na sociedade) passar valores, experiências, não apenas dar ordem e delegar, mas mostrar um caminho, trocar ideias, aprender, dar oportunidades, desafiar, dar um feedback mais pesado (aquele que ninguém tem coragem de falar), desenvolver alguém, tornar alguém melhor do que você é, esse é o seu papel, será sempre lembrado por isso.

Num relacionamento, procure se tornar especial pra outra pessoa, torne os momentos inesquecíveis, se dedique, ouça com atenção, dê conselhos, ou só ouça mesmo, ame com vontade, abrace de verdade, enfim, torne aquele momento único, mesmo que seja breve. Na memória a duração não ocupa mais espaço que a intensidade.

Nossa presença tem que ter o poder de encorajar, acalmar, inspirar, divertir alguém... Não vale de nada passar em branco na vida de alguém. Se não der pra fazer um negócio, ganhe um amigo, se não vão ser amigos, transfiram conhecimento, se não vão aprender nada, que se divirtam, se não for pra se divertir, que se respeitem... e se for amar alguém, que seja verdadeiro, memorável.